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Retorno do México do Lula se dá em avião reserva após problema técnico em avião presidencial

  • reisdossantos5
  • 2 de out. de 2024
  • 2 min de leitura

Aeronave presidencial teve pane e precisou voar em órbita para dispensar combustível e assim ter condições para o pouso.

Segundo fonte do governo brasileiro, o problema técnico na aeronave principal foi resolvido ainda no ar, mas era preciso gastar o combustível; 16 pessoas estavam a bordo, entre autoridades e tripulação.


O piloto do avião presidencial que ficou horas no ar para se desfazer de combustível após pane pediu a presença de bombeiros na pista antes de pousar a aeronave nesta terça-feira (1º/10), na Cidade do México. O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, estava a bordo do VC-1, que havia decolado para retornar ao Brasil.


A aeronave do presidente Lula ficou cerca de 5 horas realizando voos orbitais sobre a Cidade do México a fim de gastar combustível e chegar ao peso-limite de aterrissagem e, assim, poder retornar ao aeroporto local, de onde havia decolado.

A informação da solicitação de socorro foi registrada na comunicação entre a equipe de cabine da aeronave e a torre de comando do Aeroporto Felipe Ángeles, na Cidade do México. A torre respondeu afirmativamente à solicitação, indicando que equipes de resgate estariam a postos para a aterrissagem.


O pouso foi feito em segurança às 22h16, horário de Brasília, conforme informou a Força Aérea Brasileira (FAB), por meio de nota. A FAB adiantou que o presidente fará a troca de aeronave para que retorne a Brasília, ainda nesta terça.

A pane que o avião presidencial VC-1 apresentou é considerada “complexa” e “requer uma melhor averiguação”. A opinião é do especialista em segurança de voo e Direito Aeronáutico Hilton Rayol.

O profissional afirmou ao Metrópoles que a decisão de retornar parte da equipe de cabine, após análise sobre as condições da situação.


As órbitas de voo que são realizadas gastam combustível de duas maneiras. A primeira é pelo funcionamento dos motores. A segunda, explicou Rayol, é o alijamento de combustível. Os pilotos possuem um botão pelo qual conseguem dispensar o combustível no ar. “Isto tem de ser feito em uma área de segurança”, completa Rayol.


O avião presidencial é um Airbus A319, com 35,8 metros (m) de envergadura e 33,84 m de comprimento. O peso máximo de decolagem é 76,5 toneladas, e a aeronave pode voar a 985 km/h, em uma altura de 12,5 mil metros.


Nota

A FAB divulgou, por meio de nota, que houve um “problema técnico após a decolagem”, sem detalhar a questão. “Realizados, com sucesso, os procedimentos de segurança para solução do problema apresentado, os pilotos aguardam o consumo de combustível necessário para retornarem ao mesmo aeródromo da decolagem”, diz trecho do comunicado.


 
 
 

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